Existe uma síndrome que ataca os vampiros e os líderes de jovens com muita frequência, e se não tomarem cuidado vai matando de dentro para fora cada um deles.
A lenda conta que os vampiros, não necessariamente este estereotipo dos dentes afiados e sobretudo, e muito menos os que viram purpurina, precisam sugar a energia dos outros para manter-se vivos.
Com o tempo, se tornou comum afirmar que eles sugam o sangue, pois o sangue é o símbolo da vida e da morte.
Esta necessidade de se manter vivo e “eterno” que os vampiros tem, além de os tornarem figuras estranhas, com o passar do tempo, faz ele sofrer muito. Ele quer permanecer “vivo” para viver com quem ama, mas com o passar dos anos ele vê seus amores envelhecerem e morrerem.
Acredito que isso pode ocorrer com aqueles que tem ministério com jovens e adolescentes. Aqueles que trabalham com jovens, são muito parecidos com os vampiros, eles precisam entrar no mundo dos jovens, viverem o que eles vivem, assistir o que eles assistem, falar do jeito que eles falam.
Com o tempo, essa “energia” vai sendo sugada, rejuvenescendo e dando mais vida ao ministério desse líder. Mas o tempo é implacável, e depois de alguns anos, aqueles adolescentes, para os quais você deu sua vida, cresceram, e até casaram. Os seus companheiros e você mesmo ficaram mais velhos, e você acaba se sentindo um estranho no ninho, como alguém que não vive a sua geração.
A pergunta que não se cala é: meu chamado era para aquela geração e por isso devo seguir com eles em suas angústias e anseios, ou já cumpri meu chamado com esta geração, vou me reciclar (morder uns pescoços) e começar tudo de novo com outros jovens e adolescentes?
Não tenho uma resposta a esta pergunta, só sei que assim como os vampiros, é muito difícil viver sem esta resposta bem clara no seu coração.
Mas cuidado!
As vezes, no caso dos vampiros, a solidão e a angústia são tão grandes que para não perder o seu amor, em um gesto desesperador e egoísta ele morde quem ele mais ama para matá-lo e eternizá-lo para si mesmo e, colocá-lo na sua mesma angústia eternamente.
Líderes que matam a suas fases de vida por amor a um ministério com jovens acabam angustiados e matando as pessoas que eles mais amam!
Muiiiito legal o artigo, gostei muito.
Realmente as vezes vc mergulha tão profundo na realidade dos liderados que se perde na sua realidade.
Grande Botelho,
Admiro a maneira que vc vê os jovens e seus líderes. Confesso que quando li este artigo, me senti como sendo observado a tempos em meu ministério, pois vc me descreveu e descreveu o meu ministério, como ng tinha feito antes! Gostaria de conversar com vc sobre isto, é possível?!
Grande abraço…
E sim, da onde vc é?
Sou de Bragança Paulista-SP.
Uau!!!
Fiquei realmente pensativo agora!
Já vi muito isso acontecer, e, como novo no ministério, não quero que aconteça comigo também!
Valeu pelo alerta!!
Seu blog é muito fera! Valeu!
Uou!
Muito bom Botini! rs
Já ando meio angustiado pensando qnd os “meus” adolescentes fizerem 18 e estiverem fora dos meus “domínios”.
Pobre egoísta que sou.
Mas com o diagnóstico dado e a receita já vou prevenir antes de precisar remediar…
Já li umas tres vezes o seu artigo e a cada vez alguma coisa diferente me chama a atenção.
´Há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céu e conseguir ver isso demanda de nós, líderes, uma constante autocrítica e autorreavaliação.
Mas seguramente não conseguiremos ver nada se nosso coração andar segundo nossas próprias paixões.
Obrigada, MB, seu texto era o que faltava para eu finalmente tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida cristã mas com certeza será para a Honra e Glória do nosso Pai! bjs mil <<
Acabei de receber seu e-mail, e fico feliz de ver que tem tudo a ver com o txt. Um grande bjo
Bom texto cara. Boa reflexão!!
Mas então…Já tenho 36 anos e ainda tenho um ministério com jovens. E creio que ainda tenho muito sangue para dar (para dar!! não para tomar). Entendo que a linha entre dar o sangue ou toma-lo é realmente muito tênue e muitas vezes nos confunde. E quando vamos ver estamos nós lá, como marmanjos querendo se afirmar com um monte de crianças e adolescentes.
Acho que sempre precisamos avaliar os nossos momentos de vida. No meu caso, meu momento já não está compatível com o momento da molecada. Mas NÃO acredito que isso me impeça de, ainda assim, cumprir meu chamado para com essa molecada.
Entendo que nosso ministério funcione como um plano de carreira. Vou exemplificar com o mercado publicitário (minha área). Começamos como um estagiário apenas olhando e aprendendo. Depois nos tornamos assistentes de arte realizando pequenos trabalhos, traçando logotipos, retocando fotos. Chegamos a diretores de arte, onde criamos peças, dirigidos pelo diretor de criação, este, comanda toda a criação da agência. Geralmente o diretor de criação tem uma idade mais avançada que os outros. (às vezes não) Mas ele já passou por todas as outras áreas, por isso manja da criação. Sempre contextualizado e se mantendo com as tendências do mercado.
Creio que com a juventude também pode ser assim, começamos todos juntos, como líderes menores e vamos crescendo. Não precisamos nos afastar por conta da idade. Aliás, corre solto o pensamento de que ser pastor / líder da pasta juventude é praticamente ser o estagiário para a carreira de um pastor sénior. Aih tenho minhas discordâncias. Podemos com uma idade avançada, fora do momento de vida deles, estar junto com eles, como alguém que entende o momento deles e que tem muito mais experiências de vida do que eles, como conselheiros, como pastores. Não precisamos nos atirar mais na lama, ir na cachoeira, correr, pular, bagunçar com eles. Para estas coisas, deixamos para os assistentes ou diretores que discipulamos no nosso tempo. Haja vista para Marcelos, Jasieis, Zieis que temos hoje.
De novo…. grande texto. Criativo, inspirador e nos faz pensar.
Obrigado MB
Concordo com tudo que vc descreveu, que bom que vc tem esta resposta bem definida para vc, este foi o objetivo. Abs mano.
Manolo!
Que é isso! E o povo ainda acha que moleza ser líder! Eu morro de medo disso , não quero ser um vampira! talvez como o manolo disse ai em cima tenho mas é dado sangue do que tomado dos outros, e quero realmente continuar assim , até quando eu intender que ja era meu tempo com jovens, bora trabalhar com adultos, e nunca parar, pq hoje um segundo perdido em trabalhar na obra de Deus significara vidas destruídas.
E assim vamos nos reciclando conforme for preciso, mas parar jamais.
abraços!!
Show de bola!!! muito interessante, isto é uma realidade.
Cara, no meu ponto de vista, entendo que tanto o ministério de Jovens quanto o de adolescentes é um ministério de passagem onde o nosso propósito como lideres é formar em nossas ovelhinhas o caráter de Cristo e preparar da melhor maneira possível eles para enfrentarem a vida e encontrarem o propósito de Deus para suas vidas, eu já chorei a “perda” de muitos jovens que cresceram e se casaram (isso que eu tenho poucos anos de ministério) porém quando vejo jovens que estiveram conosco e hoje estão casados com suas familias formadas, seus ministérios estabelecidos, fico extremamente feliz e grato a Deus porque o meu chamado está sendo cumprido. Sei que chegará um dia em que eu terei que “sair da terra do nunca” e crescer, mas sei que os planos de Deus para mim e minha familia serão sempre os melhores que eu possa imaginar.
Tudo o que quero e cumprir com a carreira, guardar a fé, afim de honrar Aquele que me deu a vida.
Querido, concordo e muito com o que você disse, e com a aliberdade de te amar em Cristo mesmo na distância, quero soprar-lhe uma pergunta: E quando acontece ao contrário… Quando sente-se chamado por Deus para o ministério com jovens, e os próprios jovens queremm que você trabalhe com eles, mas o lider ( o pastor ) da igreja, não permite que você desempenhe a função… Isso pode ser um sinal de que talvez o chamado não seja real? Pergunto com humildade para ouvir sua resposta pois me encontro nesse dilema. Na paz…
não cara, pelo contrario, se os jovens estão pedindo tem uma boa chance de ser um chamado de Deus na boca do jovens… Conversa com seu líder o pq ele não acha q vc deva trabalhar com os jovens.
Boa Botelho….minha opção é se tornar um mordedor de pescoços ainda que com o tempo alguns sangues cvão se tornando ruins..ora coloridos (rsrsr) , ora sem gosto….
Great blog it’s not often that I comment but I felt you deserve it.
Parabéns Marcos
Nunca ouvi nada parecido. Tenho 24 anos e sou líder de adolescentes. Eles crescem muito rápido e depois se vão. A vontade é de segurá-los perto de mim para sempre. Por outro lado, acabo sem convívio nenhum com os jovens pelo fato de patorear os teens. Acabo sem amigos da mesma idade. Fico bem por fora das atividades e dos assuntos dos jovens… Não sei exatamente como conciliar as duas coisas.
Obrigado por expor com palavras algo que havia em minha mente e que nunca consegui expressar em palavras . Deus te abençõe muitíssimo.
Muito bacana o artigo! e muito verdadeiro também. depois de um bom tempo trabalhando com jovens é realmente estranho o sentimento que nos invade! acho que é porque cada geração tem sua particularidade; e como o tempo implacável não nos permite acompanhar totalmente as mudanças, com o tempo ficamos meio que perdidos. Acredito que quando isto acontece, devemos ter humildade e adimitir que é hora de encarar os fatos e procurar outro caminho que nos preencha satisfatóriamente. o importanta é que, a experiencia adiquirida no trabalho com jovens, nos deixa sempre com o espírito renovado, e é importante saber a hora de mudar, para evitar que o espírito ao invés de rejuvenecer acabe envelhecendo e entristecendo, por conseguir manter o mesmo rítmo.
Bençãos
Infelizmente, nos dias de hoje, a igreja não aceita que estamos vivendo a pós modernidade e isso tem afetado a vida dos jovens dentro da igreja. Perceba: escolas dominicais, estão vazias, cultos de sábados (pra jovens), nem sempre lotam, as vezes precisamos implorar para os jovens irem. Essa é uma realidade de 90% das igrejas, e creio que quando o líder mergulha nesse “mundo jovem”, ele consegue estratégias para tornar a igreja algo atrativo!
Parabéns pelo texto.
Belo texto! Faz pensar!
Concordo plenamente. Sei como isso é na pele, por ser líder de jovens na minha igreja e creio que precisamos pensar mais a respeito deste assunto pois conheço líderes que acabaram com desgosto pelo ministério (ninho vazio trouxe o sentimento de abandono).
Man, não é fácil mesmo andar com essa geração de agora. Isso não tem haver com lance de “geração X e Y”, mas sim porque estamos mais velhos, mudaram nossos assuntos e nosso mundo (agora casado). Parte disto também é triste ver gente que na minha geração teen era firme e hoje tá longe de Deus. Isso é a parte que me dá mais vontade de pegar essa galera nova e caminhar junto, pra não deixar que acontece o que aconteceu com vários amigos!
É nóis man.
Abraço.